A visita cruel do tempo

avisitaAo abrirmos o livro, ainda na orelha, lemos que:

“Da São Francisco dos anos 1970 à Nova York de um futuro próximo, do submundo de Nápoles a um safári na África, Jennifer Egan tece uma narrativa caleidoscópica, que alterna vozes e perspectivas, cenários e personagens para contar como os sonhos se constroem e se desfazem ao longo da vida.
Com uma impressionante variedade de tons e estilos, A visita cruel do tempo trata de música e sobrevivência, das inspirações e mudanças colocadas em movimento pelas associações mais transitórias dos nossos destinos.”

Bem, quem sou eu para conseguir fazer uma descrição melhor que essa? Pra mim, Jennifer Egan consegue fazer um círculo perfeito, perpassando por todos os personagens, sem deixar nada sem ligação ou explicação. Ela consegue retratar as delícias da juventude e os efeitos da visita cruel do tempo com maestria e de forma tão real que, em alguns momentos, dói um pouco.

“É essa a realidade, não é?
Vinte anos depois, a sua beleza já 
foi para o lixo, especialmente
quando arrancaram fora metade
das suas entranhas.
O tempo é cruel, não é?
Não é assim que se diz?”

O que posso dizer pra alguém que não leu o livro é que não foi à toa que ele venceu o Pulitzer e que, embora não tenha sido uma daquelas leituras que me prendeu no nível não-consigo-largar-o-livro-até-terminar (como normalmente posto por aqui), o livro é fantástico e forte.
a visita cruel do tempo

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10 comentários sobre “A visita cruel do tempo

    1. Acho difícil tu se identificar negativamente, Bru, porque são vários personagens, várias histórias, mas não é impossível. Pra mim pegou muito em questões pessoais mais gerais, um pouquinho de medo de perder o tempo, de estar deixando a vida passar sem aproveitar e sem fazer as coisas que realmente gostaria. Acho que vai muito de como cada pessoa lida com isso, mas tem passagens bem fortes sim. Apesar dos altos e baixos, pra mim a leitura valeu muito a pena =*

    1. É um livro maravilhoso, Camila, e é bem… real. Ele mostra pessoas completamente diferentes, com vidas e personalidades totalmente diferentes, mas o tempo chega para todos eles, assim como chega pra gente. Tem momentos que são tão fortes (e que rola sim aquela identificação), que chegam a doer um pouco.

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