eu não sinto tua falta todo dia

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eu não sinto tua falta todo dia, mas nos dias que ela vem, vem direto nos olhos e é tão intensa que transborda. faz tudo em mim transbordar. eu não sinto tua falta todo dia, também nunca soube o que era te ter na vida todos os dias, quer dizer, por um curto período eu até soube, mas não lembro, então não soube, né?! eu não sinto tua falta todo dia, mas eu sinto falta de tanto… eu sinto falta de saber como era tua risada, sinto falta de todas as memórias que não consegui guardar. olho as fotos, me forçando a recordar e, sem sucesso, até tento recriar. não funciona. não lembro. eu tenho exatas duas memórias muito reais. uma ridícula – mas que adoro contar -, a outra que eu preferia não lembrar.

eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto falta de saber como era teu humor, se essa minha acidez também era tua, se o sarcasmo veio no sangue. sinto falta de saber o teu perfume. será que o gosto por usar sempre o mesmo perfume pra ter um cheiro meu foi algo que veio dos teus 50% que existe em mim? será que você era paciente ou também era tua essa minha facilidade de respirar fundo e revirar os olhos? eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto falta de saber como era tua voz. você falava pelos cotovelos como eu? amava música como eu? eu sempre peguei teu violão, mas nunca aprendi a tocar de verdade. será que você tocaria preu cantar? seu filho fez isso inúmeras vezes. será que você iria me ver dançar? ia se orgulhar de me ver bailarina no palco? ia achar esquisitas minhas coreografias de dança contemporânea? será que você ia me fazer gostar de tênis? será que iria me ensinar a jogar? ia se irritar com minha falta de coordenação?

será que a gente ia conseguir falar sobre política? porque acho que você seria de direita e a gente ia brigar feio se você me falasse sobre votar em seres desumanos que estão se candidatando. será que a gente ia conseguir falar sobre a vida? será que você me perguntaria “e os namoradinhos” pra me ver revirando os olhos? será que eu ia te pedir conselhos? será que no meio de tantas mudanças nas nossas vidas, a gente teria espaço nas nossas vidas? será que existiria presença? será que existiria contato? será que existiria carinho? será que você veria algo em mim que te orgulharia? será que teria estado lá pra me ver colando grau duas vezes? será que veria algo em mim que condenaria? teríamos brigado na adolescência? a gente teria tomado algum porre de cerveja juntos? eu e seu irmão mais novo fizemos isso pouco tempo atrás. você teria me ensinado a beber vinho? até hoje escolho vinhos pelo rótulos, você não me deixaria viver assim.

eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto muita falta de saber como era teu abraço – eu sou referencial de abraços para muitos dos meus amigos, você saberia?-. eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto falta de lembrar como era sentir cócegas com sua barba. eu não sinto tua falta todo dia, mas quando ela vem é uma surra: esmaga o peito, soca o estômago, aperta a garganta, pesa os braços, cala a boca e sai pelos olhos.

às vezes me pego pensando se você ia gostar da pessoa que me tornei, quais valores ia querer me ensinar. como você lidaria com o fato de eu ter escolhido viver minha espiritualidade independente de religiões? será que, se você estivesse aqui, eu teria decidido entrar de braços dados no meu casamento? como você teria reagido à minha separação? o que ia achar desse meu desejo doido de abraçar o mundo com as pernas, que me fez respirar fundo e entrar num avião pra morar do outro lado do país, pensando em ir pro outro lado do mundo?

eu não sinto tua falta todo dia, porque independente do contexto, você não estaria aqui todos os dias, mas eu sinto falta de poder te ligar numa noite em que a saudade pesou demais e eu, que sempre me nego a pensar “o que seria diferente se…“, penso.

eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto falta do presente que demoraria uma eternidade pra escolher, do almoço que eu possivelmente faltaria pela primeira vez esse ano e do abraço com um “eu te amo” incluso que dessa vez iria em formato de mensagem, mas que estaria lá todo segundo domingo de agosto. eu não sinto tua falta todo dia, mas sinto falta de tudo isso e tanto mais… há 24 segundos domingos de agosto.

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como livros, de novo.

hoje lembrei porque criei esse blog – na época o como livros, bebo séries – uns anos atrás. estava lendo demais, vendo séries demais e sentia falta de ter com quem partilhar.

hoje em dia todo mundo faz essas partilhas nos stories do instagram, acho, mas me sinto meio estranha falando com a tela do meu celular, mesmo sabendo que uns amigos queridos sempre vão responder. ainda assim, acho estranho, me sinto tentando ser ~ digital influencer ~ (insira aqui uma carinha revirando os olhos) e… bem, me sinto mais à vontade sentando em frente ao computador e escrevendo. old school, maybe.

ontem terminei de ler O Conto da Aia. MINHANOSSASENHORA! que livro é aquele? ainda não vi a série – The Handmaid’s Tale, caso alguém não faça ideia de que livro eu to falando -, mas é a próxima (assim que eu conseguir dar uma folga em Grey’s Anatomy – cheguei na 9ª temporada agora -). O livro foi eita atrás de eita, doeu no coração, deu medo, de verdade. a gente tá passando por um momento político tão caótico, que eu ia lendo e pensando “isso é TÃO possível de se tornar realidade”. tenso. intenso.

paralelo aO Conto da Aia, tava numa vibe de ler poemas feministas. já falei e indiquei Rupi para todas as pessoas que conheço. li Outros jeitos de usar a boca TANTAS vezes que tenho metade do livro decorado. já postei quase todos os poemas nos stories, já fiz tanta gente comprar o livro que poderia pedir uma comissão na editora. quando The sun and her flowers chegou no Brasil, comprei também. meu inglês nem é tão bom, mas… rolou. não dava pra esperar. Rupi me dá um tiro atrás do outro. quando encontrei O que o sol faz com as flores, trouxe pra casa também. o problema desses livros é que eu devoro rápido demais. o “como livros” não surgiu à toa.

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no vício, corri na Cultura e trouxe A princesa salva a si mesma neste livro, que também é bem bom. li numa noite. segui lendo Amanda Lovelace, A bruxa não vai para a fogueira neste livro também é bem bom, mas um tanto mais agressivo que o primeiro. pra finalizar minha sequência de poemas, li Tudo nela brilha e queima, de Ryane Leão, que conheci pelo instagram. os poemas eu sigo relendo e relendo e relendo. sempre fazem sentir, sempre fazem sentido.

agora comecei Resistência, o livro com umas das capas mais lindas que já vi na vida. li o primeiro capítulo e… nossa! quero ver quando vou pegar um livro leve. a verdade é que com a mudança pra SP, meu ritmo de leitura deixou de existir. fiquei uns 3 meses sem ler quase nada. parece que agora o gosto e o ritmo estão voltando, amém. então, se você passar por aqui e tiver um livro legal pra me indicar, conta, por favor. especialmente se você curte poemas no estilo Rupi, to precisando mesmo de indicações.

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adeus, 101. olá, 602.

Sou nostálgica. Me apego, sinto os extremos, me entrego. Abro ou não abro, não consegui encontrar o meio do caminho – nem sei se quero –, por isso, quem entra na minha vida tem livre acesso, me tem por inteira. Gasto sentimento com gosto. Escolher vir pra São Paulo foi natural, fácil. Me despedir da minha casa, do 101, foi das coisas mais difíceis que deveria ter feito na vida, mas de tão difícil, não fiz. O terraço ficou com a rede pendurada, a rede que me acompanhou em tantos cafés, me abraçou ao nascer e por do sol tantas vezes, me acolheu olhando as estrelas… o terraço que recebeu tanta gente querida, aguentou tantas cervejas e ouviu tantas histórias que ninguém mais pode ouvir… O terraço ficou com a rede pendurada e eu não consegui me despedir, porque foi olhando pra eles que entendi que aquele ciclo fechou. adeus, 101. Dia 3 de fevereiro de 2018 eu descobri que não sei me despedir. Não soube me despedir da amora amiga, dele, da minha casa ou da família. Eu sendo eu.

E aí eu cheguei. Meia hora antes do previsto São Paulo me recebeu aquecendo o coração, com minha Lu indo me mostrar que não tem solidão nesse novo ciclo, que tem amor em SP e que agora ela vai escolher meus cafés pessoalmente, não mais por whatsapp. Claro que ali mesmo, no aeroporto de Congonhas, tomamos o primeiro café e em seguida… olá, 602.

7 dias passaram. Já tomei uma quantidade infinita de cafés, já dividi cama, já recebi meu colchão – que tá no chão porque a cama ainda demora 10 dias pra chegar -, já comi macarrão com colher de pau, já tomei uma quantidade incontável de cervejas, já tive uma ressaca daquelas, já recebi visitas, já ganhei queijo e vinho, já teve jantar em família, já estou viciada em pão italiano com abacate e limão, já conheci lugares novos, já revisitei antigos, já chorei, já ri, já senti tanta saudade que tudo doeu, já mandei aquelas mensagens e já controlei aquelas mensagens também. Divido o apartamento com uma das pessoas mais fofas e good vibes que conheço, que sorte a minha. Já dividimos abraços, cama, lamentos, raivas, sorrisos, lágrimas, comidas, tpm e cervejas… e só passaram 7 dias.

O caminhão com a minha mudança ainda demora uns dias pra chegar, a casa tá quase vazia de móveis, mas tem tanto afeto e certezas que preenchem tudo. Cada dia minhas energias chegam mais onde meu corpo está. Deixar ir, deixar vir. Eu morro de saudade, transbordo de amor, sou assim… mas eu to aqui e São Paulo começa a virar lar.Processed with VSCO with b5 preset

2017

Esse ano eu me redescobri, me recriei. Nesse ciclo me [re]conheci, como ser humano, como psicóloga, estudante, filha, irmã, amiga, mulher. Eu errei, muitas e repetidas vezes, comigo e com o outro. Eu sofri, pra caralho. Eu sorri até ter cãibra na bochecha. Eu chorei até não conseguir mais respirar. Eu gargalhei até não conseguir mais respirar também. Foi bom perder o ar e reaprender a respirar. Teve muito exercício de bioenergética pra isso, teve yoga, meditação, reiki, dança, praia e pôr do sol também. Em 2017 eu dei meu primeiro passo em direção a outra cidade, comecei um curso com o qual sonhei por 5 anos, mudei prioridades, mudei desejos, abdiquei de sonhos, sonhei mais, desconectei e reconectei com minha cidade, reaprendi a amar cada detalhe daqui. Meus 28 me trouxeram muita gente nova, muita gente boa, muita gente de alma bonita, muita gente que me acolheu na vida com carinho e peito aberto. Esse ano me trouxe de volta, pra isso precisei mudar todo meu corpo, minha alimentação, minhas prioridades, minhas certezas, meus acordos, meu lugar. Esse ano eu reencontrei uma adolescente chata e sem noção da qual achei ter me livrado mais de 10 anos atrás, mas precisei desse reencontro e sou grata, porque eu quebrei a cara como toda boa adolescente, mas eu aprendi e amadureci como uma mulher de ~quase~ 29. Esse ano eu me permiti. Esse ano me permitiram. Esse ano eu desfiz vínculos, alguns sem querer, outros por ser necessário. Esse ano eu criei vínculos, alguns dos mais lindos. Esse ano eu aprendi a pedir, aprendi que não preciso dar conta de tudo sempre, aprendi que tudo bem não estar tubo bem. Esse foi o ano que mais viajei em toda minha vida, esse ano eu decidi me mudar. 2018 me leva pro outro lado do país, São Paulo vira lar.

Esse foi o ano em que passei mais tempo no céu e me senti feito nuvem. Esse foi o ano em que mais abracei e fui abraçada. Esse foi o ano em que mais recebi mãos estendidas. Esse foi o ano em que mais recebi carinho gratuito.

Esse ano eu entendi que o que eu quero pra vida é fazer tudo com intenção de afeto, é sempre com intenção de afeto.

sozinha com 3 milhões de pessoas

Quem me conhece bem, sabe que eu não tenho problema nenhum em ficar só. Pra ser bem sincera, gosto muito. Me deixe com um livro, ou só com uma boa playlist, ou com a Netflix, ou só com meus pensamentos mesmo. Me viro bem, sempre, muito bem. Porém essa informação não é válida quando o assunto envolve saídas. Festas, shows, restaurantes, bares, teatro… eu quase nunca vou só. Não sei o porquê, mas não gosto. Se não tenho companhia, acabo desistindo. Não foi sempre assim, mas de uns anos pra cá aconteceu.

E aí que eu fui passar férias em São Paulo (como disse no post anterior), e surgiu a maravilhosa informação que ia rolar a Parada LGBT durante a minha estadia. VOU! Meu irmão estava comigo e já o deixei avisado: Parada LGBT, domingo, dia 18, vamos. E aí que chegou o domingo. Eu estava super animada, curiosa e repetindo que ia morrer de dançar com Anitta, enquanto meu irmão queria ‘dar uma passada’. Vou só. Nem eu acreditei no que eu tava dizendo, a pessoa que não vai sozinha pra um show com 50 pessoas, vai fazer o que no meio de não sei quantos milhões, Juliana? Sem conseguir responder, pedi pros meninos me deixarem no metrô e fui. Foi assim que eu fui sozinha-com-3-milhões-de-pessoas pra 21ª Parada do Orgulho LGBT de SP.

Dá o play.

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Chegar na parada foi super tranquilo, apesar do metrô absurdamente cheio. Entrar no metrô já foi sensacional, as pessoas brilhando, sorrindo, cantando, brincando… descer do metrô foi surreal! Era TANTA gente na mesma energia que, quando faltava um degrau pra chegar na Av. Paulista, desceu uma lagriminha contida. Fiquei muito emocionada sentindo aquela energia toda.

Fui caminhando até o Conjunto Nacional, os trios estavam saindo do MASP e preferi ficar por perto, mas num lugar mais ‘confortável’. Depois de uns 10 minutos quietinha e só olhando os trios, aderi ao “não sou daqui, não vim pra ficar” e me soltei. Comecei a dançar de tudo. Teve funk até o chão, teve axé, teve sertanejo, teve Xuxa, teve Sandy e Jr… teve de tudo. Teve até Doritos Rainbow.

Dancei funk com um grupo de caras incríveis, que nem cheguei a descobrir o nome, mas que ‘conheci’ por pegarem meu cabelo pra testar como ficaria neles (é. meu cabelo é comprido e tava num rabo de cavalo… quando virei pra trás eles estavam segurando meu cabelo e testando na cabeça deles. Por que não, né?). Ganhei um monte de sorrisos, companhia pra funk e um abraço maravilhoso na despedida. Pulei ao som de ‘vamo pular‘ de Sandy e Junior, e pulei abraçada com uma pessoa que simplesmente sorriu pra mim e me abraçou pra pularmos juntos. Depois cantamos ‘ilariê‘ um pro outro e sorrimos nos despedindo. Vi artistas que gosto, como Tulipa Ruiz cantando Efêmera e dançando com Leandra Leal no carro das Divinas Divas (que eu to louca pra assistir). Tinham trios lindos, como o da UBER, que teve Anitta – que era o show que eu realmente queria ver e terminou sendo a única atração que não vi.

Para bons viciados em Sense8 – como eu – teve o ápice, quando um dos carros tocou What’s up e eu me senti naquela cena maravilhosa em que eles estavam na Parada do ano passado. Todas as pessoas começaram a pular e cantar loucamente, foi lindo, gente, lindo! Fico emocionada só de lembrar. QUE DIA!

Como eu tava ali e não queria ir embora nunca mais, decidi seguir os trios até o final. Teve um momento louco em que tinha tanta gente que, quando um dos trios parou, as pessoas tentaram parar e as que vinham atrás continuaram andando, o que fez as pessoas da frente começarem a cair… mas isso foi rápido, logo as pessoas se organizaram e o susto passou. Eu não vi nenhuma briga, nenhuma confusão.

Nunca vi tanta gente brilhando, tanta gente sorrindo, tanta gente dançando, nunca vi tanta gente bonita reunida. Foi uma daquelas experiências que me deixam sorrindo boba quando lembro e pensando “que dia lindo!“. Sou grata por ter tido a chance de viver isso. Senti falta de algumas pessoas queridas que teriam amado estar ali tanto quanto eu, mas fui grata por poder viver tudo aquilo, por poder sentir tudo aquilo.

E aí, quando acabou, voltei todo o – longo – percurso andando, sorrindo sozinha e pensando: como a vida nos traz um monte de surpresas lindas quando a gente se permite ser, sentir e viver. Me sentia plena.

olá, Recife

Final da semana passada resolvi dar um pulo em Recife. Quem me conhece, sabe que não sou a maior entusiasta da cidade, mas tava devendo essa visita para uma das minhas melhores amigas há mais de três anos. 2017 chegou bonito, resolvi começar diferente e colocar em prática tudo que parei de planejar por nunca cumprir.

sexta

Mochila pronta, tanque cheio, playlist no spotify, marido com o gps ligado. tchau, João Pessoa. olá, Recife.

Na sexta à noite fomos ao BELELEU, hamburgueria aparentemente nova por lá. O ambiente é bem legal e meu burguer, o Classic, veio muito digno. Na nossa mesa também provaram o Darth Vader, o Beleleu e o Le Brie, todos aprovados. Mas o destaque da noite foi a sobremesa, um hambúrguer doce de morango com leite condensado, no pão de sonho, coberto com chocolate quente, acompanhado por uma bola de sorvete com calda de morango.beleleuum minuto de silêncio para essa lembrança. gente, sério. coisa maravilhosa, viu?! Vale cada mordida ou caloria, para os mais preocupados. Vale salientar que as 4 pessoas da mesa dividiram a sobremesa, porque os hambúrgueres são bem servidos e a sobremesa era só gula mesmo (invistam nessa gula).

sábado

Daí o sábado começou no Galo Padeiro. Chegamos, enfrentamos uma meia hora de fila ~de boa~, porque depois de ver um pão aioli com ovos e bacon, meu estômago já tinha decidido que não ia embora sem – e tava bem bom. Comemos também um folhado de morango, croissant, panqueca com mel e bananas, madeleine de maçã, suco de laranja e uma pizza romana (acho que era esse o nome), tudo delis. A coisa mais fraquinha de lá foi o café, não que seja ruim, só fraco mesmo.

Próxima parada foi o Rio Mar, onde provei um dos melhores sorvetes de morango da minha vida, da Romeo Giulietta.

Quando a fome chegou de novo, fomos “almoçar” no Lalá café e loja afetiva, dentre todos, o lugar que eu estava mais curiosa pra conhecer. O lugar é lindo, tudo é pensado com muito carinho, nos mínimos detalhes e o atendimento foi ótimo. img_2994Comi um sanduíche de pernil que tava muito bom e um brownie com cobertura de brigadeiro mole que nem vou comentar, sério. O que mais chama atenção no Lalá, além do ambiente todo lindinho, são os detalhes, como flores de verdade na mesa, sobremesas em formato de coração e o saquinho que vem com os talheres.lala

domingo

Passamos no Orgânico 22 para comprar o pão com fermentação natural e granola deles, sobre os quais tinha ouvido muito a respeito pela amiga que nos hospedou. Ambos aprovados também. Passeamos na Livraria Cultura e saí de lá com Um lugar na janela de Martha Medeiros, que já estou terminando.img_2940Seguimos para o Marco Zero pra almoçar admirando o dia absurdamente bonito que estava fazendo. Almoçamos no Rock & Ribs, uma steak house que não chega nem aos pés do Outback. Não que a comida estivesse exatamente ruim, mas o preço não era compatível àquelas salgadas batatas fritas em óleo velho. Ficamos satisfeitos com a vista.

Pra fechar a viagem, demos uma rápida passada no Sansa para provar a Citrus Crunch, uma sobremesa feita com creme de limão, sorvete de iogurte, calda de frutas vermelhas e uma farofa especial. Eu que sou a louca do limão, achei sensacional. Comeria todos os dias sem reclamar.

Fechando essa viagem delícia, pegamos a estrada de volta acompanhados por um pôr do sol sensacional, mas eu tava dirigindo e deixei fotografado só na mente. (;

Carry on

Quem já passeou por esse blog sabe que eu adoro os livros da Rainbow Rowell. Meu primeiro contato foi com eleanor & park e depois dele não parei mais. Li Fangirl, Anexos, Ligações e, agora, Carry on: Ascensão e queda de Simon SnowIMG_2845.JPGSimon Snow era um personagem fictício dentro de Fangirl e dessa vez Rowell resolveu dedicar um livro inteiro ao personagem. De cara a história lembra um pouco (ou muito) Harry Potter. Bruxo adolescente, órfão, estuda numa escola de magia e, claro, é o Escolhido. Snow é perseguido pela maior ameaça do mundo bruxo, tem no Mago seu mentor, uma amiga que é ótima com magia e um inimigo declarado. Mas não se enganem, Rainbow Rowell segue com um jeitinho todo seu de escrever e, mais uma vez, não decepciona. Pela quinta vez posso dizer, a escrita dela é gostosa de ler e as mais de 400 páginas do livro fluem.

Arriscando dar um spoilerzinho, só senti falta de um fechamento melhor para a história da família de Simon, mas ainda assim, o livro é ótimo, levinho e abriu as minhas leituras de 2017.

O livro, lançado pela editora Novo Século, foi eleito bestseller #1 do New York Times, então obviamente não fui só eu que curti, né?! (;

Tchau 2016

Esse ano foi louco. Tão louco que passei os últimos 4 meses sem dar as caras por aqui e só me dei conta disso agora. Foi um ano corrido, cheio de mudanças, cheio de dificuldades, cheio de aprendizado, cheio de dificuldades (de novo, porque foram muitas). Não foi à toa que sumi por 4 meses. Não dava pra aparecer e, quando dava, minha cabeça tava tão louca que não dava.

Mas ontem meus 27 acabaram e eu cheguei aos 28 – no dia 28 (devo soar boba, mas to achando isso o máximo, um dos pontos fortes de 2016 – veja a que ponto chegamos). Já considero que comecei um novo ciclo, mas tá bom de 2016 ir se juntar aos meus 27 para esse ciclo começar com força total.

Em 2016 li menos livros do que gostaria, mas foi ano de TCC, nem em sonho daria conta de todos os livros que tinha. Também vi menos filmes e séries do que o normal, mesma justificativa. Continuo firme tentando só comprar novos livros quando acabam os não lidos, mas tivemos Natal e aniversário e por isso meu número de não lidos aumentou consideravelmente (pessoas que presenteiam com livros, pessoas maravilhosas). Mas antes do ano acabar, vim listar meus queridinhos de 2016 – que foi louco, mas teve umas coisas bem incríveis -.

  • acontecimento: me tornei psicóloga.
  • viagem: Fernando de Noronha
  • série: Gilmore Girls
  • livros: O dia do curinga, A garota no trem, Não se apega, não, A mágica da arrumação
  • show: Ventre
  • filmes: Rogue One, Simplesmente acontece (aquela trilha sonora <3)
  • discos: Ventre e Remonta
  • blog: na nossa vida

Pra você que ainda aparece por aqui, feliz ano novo! Um 2017 menos louco, cheio de sorrisos, abraços, saúde, realizações, olhos brilhando e leveza pra alma.

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Vale o clique #Agosto

Estão no ar os links de agosto pra-pensar-na-vida.tumblr_kxwbl076gw1qa1xnko1_5001

Descobri o Notas sobre uma escolha esses dias e me pegou de jeito esse texto sobre liberdade.

Tanta liberdade, centenas de dúvidas, todas as respostas dentro da gente. A liberdade é um sentimento tão bonito que se disfarça de utopia para fazer com que as pessoas nunca desistam de caminhar em sua direção. Os caminhos são, muitas vezes, mais importantes do que as chegadas, ao menos pra mim. Perceber que você não é livre em tudo o que se quer é duro, saca? Mas, ao mesmo tempo, esse reconhecimento é um grito alto do peito que vibra no corpo inteiro e saculeja os ombros da gente. Esse movimento então nos empurra rumo a uma ação de mudança que requer coragem, e coragem é o coração da gente sendo guerreiro e doando sua maior verdade.


No texto Ser bonito não é físico a Hariana fala um monte de verdades acerca das crenças sobre a beleza que dominam os dias atuais. Identificação define.

“A gente tem que se achar uma pessoa legal, não tem problema nenhum em admitir “eu sou massa!” pra si mesmo. Parece que a gente se sente culpado quando reconhece nossas qualidades, parece errado, parece falta de humildade. Não é. A gente precisa se conhecer se valorizar pelo que a gente é. E ser é uma questão interna.”


 A Maria do Amor Plural escreveu um textinho mara pra fazer a gente acordar.

“Que hora vai pingar a gota que falta pra te transbordar?
Pra te fazer acordar e perceber que a vida é tão maior do que essa rotina toda.
Pra te fazer entender que a felicidade está nas coisas que nos liberta.”

CosmoTag: 5 músicas que não saem da minha playlist

Eu sou aloka do Spotify. Depois que fiz a assinatura premium, deletei todas as músicas do meu computador e vivo em função do Spotify. Preciso dizer que foi ótimo em todos os aspectos, passei a ouvir um monte de coisas diferentes e descobri que adoro gastar tempo montando playlists variadas.

Meu gosto musical pode ser bem eclético, dividido em músicas pra ouvir e música pra dançar até o chão (aquelas que não vão aparecer aqui por motivos de tchan tchan tchan tchan tchan). Como escolher as minhas 5 músicas preferidas está fora de cogitação, vamos as 5 queridinhas das minhas playlists ultimamente. Importante dizer: difícil escolher, viu?!

1. Liniker . Zero

2. Kings of Convenience . Stay out of trouble

3. James Bay . Let it go

4. Ventre . Carnaval

5. Magic! . Rude

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