Como eu era antes de você

Demorei, mas comecei a ler Jojo Moyes. O primeiro livro da autora que peguei foi Como eu era antes de você e, sério, eu não estava preparada.

CEEADV

No livro, Will é rico, bonito, inteligente e bem sucedido, mas fica tetraplégico após um acidente e isso o faz não ver mais sentido na vida. Aí entra Louisa Clark, uma jovem sem grandes ambições na vida, que mora com a família, namora Patrick há anos e cai de paraquedas como cuidadora de Will, após ser demitida do café onde trabalhava.

Eu li o livro sem saber de absolutamente nada da história. Quer saber? Foi a melhor coisa. Só ouvia as pessoas dizendo que era um livro maravilhoso e terminou superando muito minhas expectativas.

Os personagens são bem reais e vão nos cativando aos poucos. Foi fácil entender o comportamento de Will, embora não seja tão simples aceitar suas escolhas. O livro fala sobre família, relacionamentos e, acima de tudo sobre amor, o amor em suas variadas formas, belezas e dificuldades.

Como eu era antes de você é um livro lindo, intenso e me fez chorar rios! Sério, não lembro a última vez que um livro mexeu tanto comigo. Agora to esperando ansiosa por Depois de você pra chorar um pouco mais.

Como eu era antes de você

“Alguns erros… apenas tem consequências maiores que outros.
Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem é.”

Auggie & Eu

Já leu Extraordinário? Se não leu, faça-se um favor: levante e vá na livraria mais próxima. Prometo que não vai ser arrepender! Ah, e volta assim que terminar, por favor. (;

Pronto, agora que você já leu Extraordinário, vamos falar sobre Auggie Pullman, mais especificamente sobre Auggie & Eu.capa

Com a mesma linguagem deliciosa de Extraordinário, R. J. Palacio traz em Auggie & Eu três histórias que acontecem paralelas a história contada no primeiro livro, como um complemento a tudo que a gente já sabia sobre Auggie, Julian, Summer, Jack, Sr. Buzanfa e os demais personagens. auggie2

O livro é dividido em três partes. A primeira, O capítulo do Julian, conta a vinda de Auggie para a Beecher Prep pelo ponto de vista do Julian, e eu que achei ele tão irritante em Extraordinário, terminei esse capítulo com uma visão totalmente diferente do garoto. A segunda parte é chamada Plutão e é narrada por Chris, o primeiro amigo de Auggie. A última história, Shingaling, é narrada por Charlotte, a terceira integrando do “comitê de boas-vindas” do Auggie da escola.auggie3

O livro é lindo e acredito que não tinha como não ser. Ele também fala sobre gentileza e mostra que nem sempre as coisas são tão simples, “preto no branco”. O capítulo Julian tá aí pra dar uns tapinhas em todo mundo que viu o Julian apenas como um menino detestável no primeiro livro, afinal, como leitor, foi fácil tomar as dores do Auggie. Falando nisso, dentre as três, O capítulo Julian foi a minha história preferida. Quis dar um abraço em Julian no final, mas como não deu, abracei o livro ao terminar a última página, assim como fiz ao terminar Extraordinário. Sério, Palacio tem uma escrita maravilhosa! Queria dar um abraço nela pra agradecer a oportunidade de ler livros tão lindos. auggie

“Um erro não define quem você é (…). Entende?
Você pode simplesmente fazer a coisa certa na próxima vez.”

 

Mosquitolândia

Em Mosquitolândia, David Arnold conta a estória de Mim Malone, uma adolescente cheia de “esquisitices”, que após o divórcio dos pais precisa se mudar para o Mississipi com o pai e a madrasta. Logo depois da mudança, Mim descobre que sua mãe está doente e resolve fugir para encontrá-la. Com 1.524 km pela frente, Mim entra num ônibus e tudo começa a acontecer. FullSizeRenderTodos os temas tratados no livro tem uma certa densidade. Mosquitolândia está longe de ser um livro leve, mas a estória é fantástica! O livro trata de vários temas, desde tratamento medicamentoso para uma adolescente com sintomas de psicose, passando por questões familiares, depressão, amizades, paixão, síndrome de Down… até abuso sexual.
FullSizeRender (1)O autor fala algumas coisas que eu discordo, mas isso não interferiu na leitura. Ao terminar a última página, pensei em como as pessoas possuem o hábito de julgar as outras e como, em grande parte das vezes, as pessoas não fazem ideia do que estão fazendo. Mim é obrigada a enfrentar seus próprios demônios durante o trajeto até sua mãe e acaba por redefinir vários conceitos. Aí levei uns tapinhas na cara e a chance de repensar alguns conceitos (e atitudes) também, e por isso fica aqui minha indicação de Mosquitolândia.Mosquitolandia

Um dia


✭✭✭✭✭

Sábado passado li a resenha de “Um dia” no Expresso para dois. Levantei do computador, troquei de roupa, fui até o shopping e voltei para a casa com o livro em mãos. Meu amor por esse livro foi assim, instantâneo e intenso.

Captura de tela 2014-09-23 às 22.59.42

“Vinte anos. Duas pessoas.” Nunca um livro foi tão bem resumido em apenas quatro palavras. Um dia conta a história de Emma e Dexter, que se conhecem na formatura, no dia 15 de julho de 1988. Cada capítulo narra a relação deles em anuais 15 de julho, durante 20 anos, e conta como a pegação inicial se transforma numa amizade linda, que não é exatamente preta e branca.
A verdade é que gostei tanto do livro que estou tendo a maior dificuldade de escrever essa resenha. Maaaas, vamos lá!

Emma é uma garota incrível, bonita – sem muita noção disso -, inteligente, engraçada, que realmente quer mudar o mundo, usa óculos gigantes, discute política e é nitidamente apaixonada por Dexter.
Dexter é um garoto de família rica, muito bonito – e sabe disso -, que quer curtir a vida com viagens, mulheres, bebidas, mulheres, mulheres.
Apesar das diferenças, eles vão construindo uma amizade ano a ano, com seus altos e baixos, encontros e desencontros.

Em e Dex, Dex e Em.

Eu adorei Emma, mesmo! Seria amiga dela fácil. E se você já leu o livro e vier dizer que ela é uma pessoa sem amor próprio por se submeter a tudo que acontece, eu a defendo! Quem nunca cometeu nenhum erro ato por um amigo/amor, atire a primeira pedra! Enquanto Emma não vê quanto ela é incrível, eu vejo.
Por outro lado temos Dexter. Entããão… Dexter é um completo idiota! Isso fica claro durante quase todo o livro. Apesar disso, acho que só consegui ter raiva dele em duas páginas. Ele é um tipo comum, desses que com certeza você conhece alguém parecido. Apesar da idiotice, ele não é má pessoa, realmente gosta de Emma e gente… não vou mais falar porque se não vou começar a chorar de novo. É. Esse livro está recebendo oficialmente o selo chorei rios.

Tentando não fazer spoiler, vou dizer pra vocês que o acontecimento mais recorrente do livro pode ser descrito como “oportunidades perdidas”. Muitas. Milhares. Amei os dois, mas tive vontade de dar um peteleco na cabeça deles na maior parte do livro, com Dexter sempre na frente nesse quesito. É arrasador ver o quanto as escolhas deles interferem no que poderia ser uma simples e linda história de amor. Alô? Realidade? É você? 

Além da história linda que já faria o livro incrível, levei vários tapas na cara com luva de pelica. É. Você desperta para várias questões pessoais, pensa e repensa com o que, como e com quem está gastando a sua vida. O livro é muito real, muito, mesmo. Eles são muito humanos, cheios de virtudes e falhas, tomam caminhos tortos e sofrem as consequências de cada um deles e bem, se você for ler esperando um livro bonitinho, pula e deixa pra próxima.
Nesse momento estou providenciando o filme, que ouvi dizer que é quase tão bom quanto o livro. Como já tinha visto o trailer, durante toda a leitura imaginei Emma como Anne Hathaway e Dexter como Jim Sturgess.

Essa maravilha foi escrita por David Nicholls, lançado no Brasil pela editora intrínseca e me custou R$24,90 (acho). Agora vou continuar sofrendo porque o livro acabou enquanto o filme não vem.

Boa leitura! =*

O lado bom da vida

★★★★

Pra começar bem a semana: O Lado Bom da Vida.

capa

Pat Peoples acaba de sair de um hospital psiquiátrico, ele não sabe porque foi internado, nem tem certeza de quanto tempo ficou lá. Acreditando ter passado meses no “lugar ruim”, Pat volta para a casa dos seus pais – sua mãe extremamente carinhosa, prestativa e cuidadosa, e seu pai que faz questão de não falar com ele, especialmente se o Eagles perdem algum jogo -, e começa a se preparar para reencontrar sua esposa Nikki, assim que acabar o “tempo separados”.

nikki

Na espera pelo fim do “tempo separados” e praticando ser gentil em vez de ter razão, Pat procura entender o que aconteceu nos anos em que ficou internado, enquanto malha freneticamente e espera pelo final feliz do filme produzido por Deus: sua vida. No meio do caminho ele começa a terapia com Cliff, assiste aos jogos do Eagles com seu irmão, conhece Tiffany e procura ver o lado bom da vida em tudo.

acredito

O Lado Bom da Vida é um livro rápido, com uma linguagem gostosa e quando acaba a gente nem sente que passaram 254 folhas. Acho que por ser estudante de psicologia, e o livro ter como personagens principais pessoas com transtornos psíquicos, gostei ainda mais do livro e corri para saber como terminava.

capitulo

Como nem tudo são flores, o autor poderia ter escolhido um “inimigo” melhor para o protagonista. Achei Kenny G. um “vilão” meio brega, sei lá, quadris balançando e solos de sax…

A verdade é que o livro não tem nada demais, não é surpreendente, mas eu me apeguei aos personagens (exceto quando Pat chama a mãe de “mamãe”), e adorei a leitura do início ao fim. O Lado Bom da Vida é cheio de pequenas lições e de perspectivas para que a gente possa ver as coisas boas da vida e perceber que nem sempre o que a gente quer é o que vamos ter, e apesar disso a vida é boa e finais alternativos podem ser felizes.

Escrito por Matthew Quick, O Lado Bom da Vida foi lançado no Brasil pela editora Intrínseca e custa em média R$20.

Boa leitura! =*