como livros, de novo.

hoje lembrei porque criei esse blog – na época o como livros, bebo séries – uns anos atrás. estava lendo demais, vendo séries demais e sentia falta de ter com quem partilhar.

hoje em dia todo mundo faz essas partilhas nos stories do instagram, acho, mas me sinto meio estranha falando com a tela do meu celular, mesmo sabendo que uns amigos queridos sempre vão responder. ainda assim, acho estranho, me sinto tentando ser ~ digital influencer ~ (insira aqui uma carinha revirando os olhos) e… bem, me sinto mais à vontade sentando em frente ao computador e escrevendo. old school, maybe.

ontem terminei de ler O Conto da Aia. MINHANOSSASENHORA! que livro é aquele? ainda não vi a série – The Handmaid’s Tale, caso alguém não faça ideia de que livro eu to falando -, mas é a próxima (assim que eu conseguir dar uma folga em Grey’s Anatomy – cheguei na 9ª temporada agora -). O livro foi eita atrás de eita, doeu no coração, deu medo, de verdade. a gente tá passando por um momento político tão caótico, que eu ia lendo e pensando “isso é TÃO possível de se tornar realidade”. tenso. intenso.

paralelo aO Conto da Aia, tava numa vibe de ler poemas feministas. já falei e indiquei Rupi para todas as pessoas que conheço. li Outros jeitos de usar a boca TANTAS vezes que tenho metade do livro decorado. já postei quase todos os poemas nos stories, já fiz tanta gente comprar o livro que poderia pedir uma comissão na editora. quando The sun and her flowers chegou no Brasil, comprei também. meu inglês nem é tão bom, mas… rolou. não dava pra esperar. Rupi me dá um tiro atrás do outro. quando encontrei O que o sol faz com as flores, trouxe pra casa também. o problema desses livros é que eu devoro rápido demais. o “como livros” não surgiu à toa.

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no vício, corri na Cultura e trouxe A princesa salva a si mesma neste livro, que também é bem bom. li numa noite. segui lendo Amanda Lovelace, A bruxa não vai para a fogueira neste livro também é bem bom, mas um tanto mais agressivo que o primeiro. pra finalizar minha sequência de poemas, li Tudo nela brilha e queima, de Ryane Leão, que conheci pelo instagram. os poemas eu sigo relendo e relendo e relendo. sempre fazem sentir, sempre fazem sentido.

agora comecei Resistência, o livro com umas das capas mais lindas que já vi na vida. li o primeiro capítulo e… nossa! quero ver quando vou pegar um livro leve. a verdade é que com a mudança pra SP, meu ritmo de leitura deixou de existir. fiquei uns 3 meses sem ler quase nada. parece que agora o gosto e o ritmo estão voltando, amém. então, se você passar por aqui e tiver um livro legal pra me indicar, conta, por favor. especialmente se você curte poemas no estilo Rupi, to precisando mesmo de indicações.

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Carry on

Quem já passeou por esse blog sabe que eu adoro os livros da Rainbow Rowell. Meu primeiro contato foi com eleanor & park e depois dele não parei mais. Li Fangirl, Anexos, Ligações e, agora, Carry on: Ascensão e queda de Simon SnowIMG_2845.JPGSimon Snow era um personagem fictício dentro de Fangirl e dessa vez Rowell resolveu dedicar um livro inteiro ao personagem. De cara a história lembra um pouco (ou muito) Harry Potter. Bruxo adolescente, órfão, estuda numa escola de magia e, claro, é o Escolhido. Snow é perseguido pela maior ameaça do mundo bruxo, tem no Mago seu mentor, uma amiga que é ótima com magia e um inimigo declarado. Mas não se enganem, Rainbow Rowell segue com um jeitinho todo seu de escrever e, mais uma vez, não decepciona. Pela quinta vez posso dizer, a escrita dela é gostosa de ler e as mais de 400 páginas do livro fluem.

Arriscando dar um spoilerzinho, só senti falta de um fechamento melhor para a história da família de Simon, mas ainda assim, o livro é ótimo, levinho e abriu as minhas leituras de 2017.

O livro, lançado pela editora Novo Século, foi eleito bestseller #1 do New York Times, então obviamente não fui só eu que curti, né?! (;

O dia do curinga

Quando era adolescente, uma amiga da escola me emprestou O dia do curinga e lembro de ter gostado demais. Foi meu primeiro contato com Jostein Gaarder – tempos depois comecei O Mundo de Sofia, mas até hoje não terminei -.

Daí, não sei porque, um tempo atrás me deu vontade de reler. A verdade é que minha memória não é das melhores e eu não lembrava da história. Daí esperei o site da amazon distribuir o combo do amor – promoção + frete grátis – e agora tenho um O dia do curinga pra chamar de meu. IMG_8689.JPGNo livro, Hans-Thomas e seu pai cruzam a Europa procurando a mulher que os abandonou oito anos antes. No meio da viagem, o garoto recebe uma lupa e um livrinho com letras microscópicas que contém a história da ilha mágica e da bebida púrpura. Nessas viagens que se entrelaçam, Hans-Thomas é iniciado no pensamento filosófico e passa a obter conhecimentos sobre si e sobre o seu passado, além de nos fazer parar para refletir sobre diversas coisas e diferentes aspectos da vida.

O livro é dividido em naipes e números das cartas de baralho, o que eu acho muito legal. A leitura é bem tranquila, não dá vontade de parar até terminar. Esperei 10 anos para reler  o livro e gostei tanto quanto… ou mais. Leitura muito válida, fica a sugestão.


Livro: O dia do curinga
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Seguinte
Páginas: 378

Como eu era antes de você

Demorei, mas comecei a ler Jojo Moyes. O primeiro livro da autora que peguei foi Como eu era antes de você e, sério, eu não estava preparada.

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No livro, Will é rico, bonito, inteligente e bem sucedido, mas fica tetraplégico após um acidente e isso o faz não ver mais sentido na vida. Aí entra Louisa Clark, uma jovem sem grandes ambições na vida, que mora com a família, namora Patrick há anos e cai de paraquedas como cuidadora de Will, após ser demitida do café onde trabalhava.

Eu li o livro sem saber de absolutamente nada da história. Quer saber? Foi a melhor coisa. Só ouvia as pessoas dizendo que era um livro maravilhoso e terminou superando muito minhas expectativas.

Os personagens são bem reais e vão nos cativando aos poucos. Foi fácil entender o comportamento de Will, embora não seja tão simples aceitar suas escolhas. O livro fala sobre família, relacionamentos e, acima de tudo sobre amor, o amor em suas variadas formas, belezas e dificuldades.

Como eu era antes de você é um livro lindo, intenso e me fez chorar rios! Sério, não lembro a última vez que um livro mexeu tanto comigo. Agora to esperando ansiosa por Depois de você pra chorar um pouco mais.

Como eu era antes de você

“Alguns erros… apenas tem consequências maiores que outros.
Mas você não precisa deixar que aquela noite seja aquilo que define quem é.”

Auggie & Eu

Já leu Extraordinário? Se não leu, faça-se um favor: levante e vá na livraria mais próxima. Prometo que não vai ser arrepender! Ah, e volta assim que terminar, por favor. (;

Pronto, agora que você já leu Extraordinário, vamos falar sobre Auggie Pullman, mais especificamente sobre Auggie & Eu.capa

Com a mesma linguagem deliciosa de Extraordinário, R. J. Palacio traz em Auggie & Eu três histórias que acontecem paralelas a história contada no primeiro livro, como um complemento a tudo que a gente já sabia sobre Auggie, Julian, Summer, Jack, Sr. Buzanfa e os demais personagens. auggie2

O livro é dividido em três partes. A primeira, O capítulo do Julian, conta a vinda de Auggie para a Beecher Prep pelo ponto de vista do Julian, e eu que achei ele tão irritante em Extraordinário, terminei esse capítulo com uma visão totalmente diferente do garoto. A segunda parte é chamada Plutão e é narrada por Chris, o primeiro amigo de Auggie. A última história, Shingaling, é narrada por Charlotte, a terceira integrando do “comitê de boas-vindas” do Auggie da escola.auggie3

O livro é lindo e acredito que não tinha como não ser. Ele também fala sobre gentileza e mostra que nem sempre as coisas são tão simples, “preto no branco”. O capítulo Julian tá aí pra dar uns tapinhas em todo mundo que viu o Julian apenas como um menino detestável no primeiro livro, afinal, como leitor, foi fácil tomar as dores do Auggie. Falando nisso, dentre as três, O capítulo Julian foi a minha história preferida. Quis dar um abraço em Julian no final, mas como não deu, abracei o livro ao terminar a última página, assim como fiz ao terminar Extraordinário. Sério, Palacio tem uma escrita maravilhosa! Queria dar um abraço nela pra agradecer a oportunidade de ler livros tão lindos. auggie

“Um erro não define quem você é (…). Entende?
Você pode simplesmente fazer a coisa certa na próxima vez.”

 

Mosquitolândia

Em Mosquitolândia, David Arnold conta a estória de Mim Malone, uma adolescente cheia de “esquisitices”, que após o divórcio dos pais precisa se mudar para o Mississipi com o pai e a madrasta. Logo depois da mudança, Mim descobre que sua mãe está doente e resolve fugir para encontrá-la. Com 1.524 km pela frente, Mim entra num ônibus e tudo começa a acontecer. FullSizeRenderTodos os temas tratados no livro tem uma certa densidade. Mosquitolândia está longe de ser um livro leve, mas a estória é fantástica! O livro trata de vários temas, desde tratamento medicamentoso para uma adolescente com sintomas de psicose, passando por questões familiares, depressão, amizades, paixão, síndrome de Down… até abuso sexual.
FullSizeRender (1)O autor fala algumas coisas que eu discordo, mas isso não interferiu na leitura. Ao terminar a última página, pensei em como as pessoas possuem o hábito de julgar as outras e como, em grande parte das vezes, as pessoas não fazem ideia do que estão fazendo. Mim é obrigada a enfrentar seus próprios demônios durante o trajeto até sua mãe e acaba por redefinir vários conceitos. Aí levei uns tapinhas na cara e a chance de repensar alguns conceitos (e atitudes) também, e por isso fica aqui minha indicação de Mosquitolândia.Mosquitolandia

Nu, de botas

Em Nu, de botas, Antonio Prata conta as passagens mais marcantes da sua infância em crônicas. Das brincadeiras, aos amigos, férias, separação dos pais, desenhos, Bozo, primeiro amor e sexo, o autor faz um apanhado bem amplo de memórias de infância e, mesmo não tendo compartilhado da mesma época (sou da geração pós-Bozo), ele conseguiu me levar de volta à infância e me fez dar muitas, muitas risadas!nuA leitura é deliciosa e muito divertida. O autor consegue narrar cada história com a linguagem e inocência de uma criança e, vai por mim, é impossível não se identificar em algum momento (ou em vários). Vale cada página!nu, de botas

O oceano no fim do caminho

Depois de ler Sandman, eu quis ler tudo que Neil Gaiman tivesse escrito. Foi assim que O oceano no fim do caminho veio parar nas minhas mãos, mesmo sem que eu fizesse ideia do que exatamente me esperava, vi o nome Neil Gaiman e pensei “quero!“.O livro começa com um homem de quarenta e poucos anos voltando à casa onde passou sua infância para um funeral. Depois de cumprir sua obrigação no funeral, ele sai dirigindo pelas sinuosas estradas rurais de Sussex e acaba chegando na Fazenda Hempstock. Ao se aproximar do lago, que ele tinha a vaga lembrança de ser chamado de mar – ou seria oceano? -, o seu passado esquecido começa a voltar.

Quarenta anos antes, houve um suicídio dentro de um carro roubado no fim da estrada que dava para a fazenda Hempstock e depois dessa morte, tudo mudou. Nesse dia, ele conheceu Lettie Hempstock, que se transformou em sua única amiga de infância e o apresentou coisas inimagináveis, mudando drasticamente sua vida.

O oceano no fim do caminho é um livro inteligente, gostoso de ler, com a simplicidade de um livro infantil. Embora seja comum essa pessoa que vos fala ficar de mimimi com livros que envolvem fantasia, Gaiman traz tudo de uma forma tão natural e despretensiosa que eu só queria saber o que aconteceria a seguir.

Ontem já dei de cara com outro livro de Gaiman na livraria e vai ser minha próxima aquisição. Anota aí o nome desse moço, porque não tem erro. 😉oceano

Jardim de Inverno

jardimJardim de Inverno conta a história das irmãs Whiston, Meredith e Nina. O pai delas sempre foi o grande elo da família, já que mãe era uma figura estranha e distante, que nunca demonstrou amor pelas filhas. Quando o pai adoece, a família se reune e, com medo que a mesma se desfaça depois que se for, ele pede para Meredith cuidar da mãe e faz Nina prometer que vai conhecer a mãe, fazendo-a contar o final do conto de fadas que as meninas ouviam quando pequenas.

É através da história da camponesa e do príncipe que Nina e Mere começam a conhecer Anya, a mãe delas, e foi justamente através dessa história que o livro me prendeu completamente. O final do conto não foi uma grande supresa, ele acabou exatamente como eu esperava, mas os detalhes da história são muito envolventes. Adorei ver a evolução das personagens e cada ponto é explicado no decorrer do livro. Apesar de já esperar o fim do conto, eu não esperava mesmo pelo final do livro. É tão surpreendente que ainda não tenho certeza do que achei, mas posso afirmar que é uma história linda e forte, que vale a pena ler. Me lembrou muito A menina que roubava livros (com menos lágrimas derramadas).

Jardim de Inverno foi escrito por Kristin Hannah e lançado em 2013 no Brasil pela editora Novo Conceito.
Nota: ♥♥♥♥

Fim

Sempre gostei da Fernanda Torres, por isso fiquei bem curiosa quando soube que ela tinha lançado seu primeiro livro. Demorei um monte pra começar a ler e, depois que comecei, veio o fim do período e demorei mais um monte pra terminar a leitura. Depois de muita enrolação e com um mês de atraso, Fim chega ao CLBS.

fimFim conta as histórias dos amigos Álvaro, Sílvio, Ribeiro, Neto e Ciro, em diversas situações de suas vidas e em diferentes pontos de vista. Os amores, sexo, festas, drogas, as mulheres, os casamentos, filhos, velhice, impotência, tudo é relatado, até o fim.

O livro é muito bom! A escrita da Fernanda Torres me surpreendeu muito e a forma como ela consegue entrelaçar as histórias e mostrá-las em diferentes ângulos é demais. É preciso estar atento pra não se perder em meio aos personagens, pois suas histórias vem e vão diversas vezes no decorrer do livro. Dica: Fim não é um livro para intervalos, reserva um tempinho especial pra ele, pra não perder nenhum detalhe.

FIM é o primeiro livro de Fernanda Torres e foi lançado em 2013 pela Companhia das Letras.
Nota: ♥♥♥♥